Dados da cidade de Rio Negro - Paraná

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Hino da cidade Brasão e bandeira Prefeitura Lista de prefeitos Câmara Municipal Vereadores

  • Lista de prefeitos da cidade de Rio Negro

    Clique aqui e leia o histórico dos prefeitos da cidade de Rio Negro.

  • Prefeitura Municipal da cidade de Rio Negro

    Prefeito: Milton Paizani
    Vice: James Karson Valério

  • Brasão e bandeira da cidade de Rio Negro

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    Bras√£o de armas


    ‚ÄúOs significados das figuras do bras√£o rionegrense‚ÄĚ

    A representa√ß√£o de algo real por meio de s√≠mbolos √© algo comum para todos n√≥s, pa√≠ses, institui√ß√Ķes, empresas, marcas e produtos s√£o retratados atrav√©s de desenhos, dos escudos de clubes de futebol aos bras√Ķes de fam√≠lias, esses s√≠mbolos n√£o s√≥ est√£o presentes em nosso dia-a-dia, como retratam e carregam em si, mensagens, id√©ias ou mesmo a hist√≥ria daquilo que representam.

    Símbolos municipais, como a bandeira e o brasão, são bons exemplos disso, pois mais do que simplesmente representar o município, eles carregam consigo diversos elementos, que podem tanto ser identificados por meio de uma observação mais atenta, quanto revelar um pouco da própria da história do município. Assim, com Rio Negro aniversariando na próxima semana, vejamos o que o brasão do município nos diz sobre a nossa cidade e o nosso povo.

    Seguindo regras da Her√°ldica (ci√™ncia que estuda os bras√Ķes e escudos), o bras√£o rionegrense √© assim descrito (Lei n¬į. 168/1974): ‚ÄúEscudo portugu√™s redondo, encimado por um castelo mural de Prata de oito torres ameias e a sua porta cada mea‚ÄĚ. Em campo de s√≠nople, uma banda branca, tendo sobre este no cant√£o em chefe, um pinheiro ladeado por um ramo de tabaco e por um de erva-mate. No cant√£o esquerdo do extremo um le√£o de p√ļrpura, trazendo nas garras um catecismo, nas esp√°duas um machado de ouro. No cant√£o esquerdo superior, as armas do imp√©rio do Brasil e no direito inferior, as da Pr√ļssia. No listel em campo de goles as palavras ‚ÄúTrabalho, F√© e Perseveran√ßa.‚ÄĚ

    Para facilitar o entendimento, deixemos um pouco de lado as regras her√°ldicas de descri√ß√£o e atentemos para as figuras que comp√Ķe o bras√£o, o significado que cada uma delas possui e a leitura que todo o conjunto proporciona:

    Escudos podem ter diferentes formatos, relacionados com sua origem mais remota, o formato do escudo rionegrense é o de origem portuguesa (com base arredondada), escolhido por fazer referência ao descobrimento e à colonização lusitana do Brasil, tendo as cores e a geometria seguido o modelo da bandeira do estado do Paraná.

    Externamente ao escudo h√° o chamado ‚ÄúCastelo Mural‚ÄĚ, uma coroa na forma de torres de castelo, que simboliza a riqueza de uma cidade e tamb√©m a sua autonomia em rela√ß√£o √†s demais, o que pode muito bem ser compreeendido como s√≠mbolo da emancipa√ß√£o pol√≠tica Rionegrense em rela√ß√£o √† Lapa (1870).

    Dentro do escudo, no canto superior esquerdo, há a representação de um pinheiro e ramos de erva-mate e fumo, onde enquanto o pinheiro faz alusão à mata nativa da região, os ramos de erva-mate e fumo representam tanto os produtos, quanto a própria produção agrícola do Município.

    Abaixo e √† direita podemos observar um le√£o com um machado √†s costas segurando um livro, um conjunto de imagens com significado pr√≥prio, que faz refer√™ncia ao per√≠odo de surgimento de Rio Negro. ¬†Os desenhos do le√£o em duas patas, assim como o machado, s√£o conhecidos s√≠mbolos de fam√≠lias, cuja combina√ß√£o refere-se diretamente ao fundador do munic√≠pio, Jo√£o da Silva Machado ‚Äď o Bar√£o de Antonina. O livro (catecismo ‚Äď utilizado na instru√ß√£o religiosa) que o le√£o segura em suas patas, diz respeito √† religiosidade da popula√ß√£o e nos remete a antiga Capela da Mata, obra do pr√≥prio Bar√£o de Antonina.

    Completam o bras√£o, em seu canto inferior esquerdo, as armas da Pr√ļssia (antigo estado do norte alem√£o) onde figura a imagem de uma √°guia, fazendo refer√™ncia √† coloniza√ß√£o alem√£ de 1829 e, no canto superior direito, as armas do Brasil na √©poca do imp√©rio, per√≠odo no qual Rio Negro emancipou-se politicamente e que lembra a Unidade Nacional.

    Dessa forma, fazendo uma leitura geral, podemos afirmar que o bras√£o rionegrense nos remete √† hist√≥ria do pr√≥prio munic√≠pio, do seu fundador √† capela da mata, de sua natureza e potencial agr√≠cola, do surgimento de seu embri√£o com a ere√ß√£o da capela da mata,¬† √† sua autonomia administrativa como cidade, da coloniza√ß√£o por imigrantes estrangeiros √† pr√≥pria condi√ß√£o de brasilidade. Diversas figuras com v√°rios significados, que contam um pouco da hist√≥ria do munic√≠pio (e n√£o a esgotam de forma alguma) e juntos representam n√£o s√≥ uma cidade que comemora mais um anivers√°rio na pr√≥xima semana, mas todo o povo que a comp√Ķe.


    Por F√°bio Reim√£o de Mello (Professor e historiador)

    Publicado no canal História do portal Click Riomafra

  • Hino da cidade de Rio Negro

    Utilize o player abaixo para ouvir o hino.

    Composição: Cláudio Alvim Barbosa (Zininho)

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

    Na pequena capela da mata,
    Nos caminhos dos Campos Gerais,
    Tu nasceste, querida Rio Negro,
    Da bravura dos seus ancestrais.
    √Čs da Mafra fiel companheira
    E seguindo caminhos iguais
    √Čs imagem de felicidade
    Desde os tempos dos Campos Gerais.

    Oh! Rio Negro, singela e formosa.
    √Čs a ternura de um bot√£o de rosa.

    Em teu seio, querida Rio Negro,
    Vive um povo ordeiro e feliz
    Que tem fé e amor ao trabalho
    E a Deus agradece e bendiz
    Pela glória dos teus fundadores,
    Pela honra dos seus ancestrais,
    Por teus feitos brilhantes na história
    Nos caminhos dos Campos Gerais.

    Na beleza da tua paisagem,
    √Čs um hino a fraternidade,
    √Čs ternura de um bot√£o de rosa
    A florir na fronteira da amizade.
    Na pujança do bravo Rio Negro,
    Na candura de um riso infantil,
    √Čs prel√ļdio de f√© e esperan√ßa
    No amanh√£ de um grandioso Brasil.

  • Telefones úteis

    Lista de telefones das principais utilidades públicas.

    Ambul√Ęncias - 192

    Corpo de Bombeiros – 193 / (47) 3642-1899

    √Āgua e Esgoto – 195

    Hospital Bom Jesus – (47) 3642-3470

    Maternidade Rio Negro – (47) 3642-1770

    Secretaria de Sa√ļde – (47) 3642-5567

    Polícia Militar Р190 / (47) 3642-4113

    Delegacia de Polícia Р(47) 3642-1557

    Delegacia da Mulher – (47) 3642-5568

    Polícia Rodoviária - (47) 3642-0790

    Prefeitura – (47) 3642-3280

    Terminal rodovi√°rio - (47) 3642-1979

    Procon - (47) 3642-4957

    Correios - (47) 3642-4822

    Celesc – (47) 3641-5000

    Fórum de Justiça - (47) 3642-4779


    Pontos de taxis:

    Praça João Pessoa Р(47) 3642-1488

    Praça do Correio Р(47) 3642-0558

    Rua XV de Novembro – (47) 3642-1333

    Rodovi√°ria – (47) 3642-2278

  • Principais atrativos

    Clique aqui e confira a lista completa de atrativos da cidade de Rio Negro.

      Parque Ecoturístico Municipal São Luís de Tolosa
      SEMIN√ĀRIO E ‚ÄúCOLLEGIO SERAPHICO‚ÄĚ O ‚ÄúSemin√°rio‚ÄĚ tem suas origens em Blumenau (SC). L√° funcionava o Collegio Seraphico Santo Antonio, fundado por padres franciscanos vindos em 1891da Prov√≠ncia Santa Cruz, Sax√īnia, Alemanha. O espa√ßo da edifica√ß√£o em Blumenau, considerado acanhado,...
      Cidade de Belém - Presépio
      A Cidade de Bel√©m e o Pres√©pio est√£o numa √°rea de 50m2, com aproximadamente 1.700 personagens, al√©m das pe√ßas que comp√Ķem os cen√°rios, criados com palha de milho, isopor, madeira e tecido. Os personagens retratam as v√°rias profiss√Ķes da...
      Trilhas ecológicas
      O parque possui trilhas com aproximadamente 4.830 metros de comprimento. Uma parte que era usada pelos franciscanos foi recuperada e é utilizada para passeios, caminhadas e visitação turística. O restante das trilhas está em estado natural e são utilizadas...
      Praça Alemã
      Inaugurada em dia 22 de dezembro de 2011, junto ao trevo principal da cidade. Foi construída com recursos do Programa Paraná Urbano, no valor de R$ 220.254,86.
      Capela C√īnego Jos√© Ernser
      Chama aten√ß√£o pelo seu valor art√≠stico. Seu interior √© todo constitu√≠do de pintura mural efetuada no per√≠odo de 1932 a 1935 por Pedro Cechet e seu forro √© revestido pela t√©cnica do ‚Äúestuque‚ÄĚ (madeira entrela√ßada e internamente revestida com...
      Centro Ambiental ‚ÄúCasa Branca‚ÄĚ
      Antiga casa usada pelos franciscanos como cada de h√≥spedes e que depois de recuperada passou a abrigar o Centro Ambiental, voltado a desenvolver pesquisas cient√≠ficas da flora e fauna locais, oferecer informa√ß√Ķes e atividades na √°rea ambiental para integra√ß√£o...
      Espa√ßo que come√ßou a ser delineado em 1906. Em 30 de outubro de 1930 recebe oficialmente o nome de Pra√ßa Jo√£o Pessoa. √Č cortada por passeios iluminados proporcionando paz e tranq√ľilidade aos usu√°rios. Dispersos em sua extens√£o existem s√≠mbolos...
      Rolo Compressor Maria Fumaça
      Este ve√≠culo, pertencente √† prefeitura, foi fabricado em 1929 por Berliner Maschinenbau A.G. sob a marca L. Schwartzkopff, de Berlim, Alemanha. Movido √† lenha, √© semelhante a uma “Maria-fuma√ßa”, pois tamb√©m funcionava com o vapor que se forma com...
      Criado em 03 de abril de 1944 na cidade do Rio de Janeiro, instalando-se em 9 de outubro de 1944 na cidade de Santo √āngelo-RS e transferindo para Rio Negro-PR em janeiro de 1973, ocupando as instala√ß√Ķes que abrigaram...
      Portal de Entrada
      Construído em estilo alemão bucovino. Inaugurado em novembro de 2006. Um marco da colonização rionegrense edificado em concreto e madeira entalhada.
  • Localização e principais distâncias

    Rio Negro é um município brasileiro situado na região suleste do estado do Paraná. Localiza-se a uma latitude 26º06'21" sul e a uma longitude 49º47'51" oeste, estando a uma altitude de 780 metros.

    Blumenau (SC): 182 km
    Brasília (DF): 1491 km
    Chapecó (SC): 387 km
    Crici√ļma (SC): 458 km
    Curitiba (PR): 105 km
    Florianópolis (SC): 310 km
    Joinville (SC): 135 km
    Lages (SC): 252 km
    Porto Alegre (RS): 589 km
    S√£o Paulo (SP): 519 km

  • Dados gerais

    Principais informações da cidade de Rio Negro.

    A √°rea total do munic√≠pio √© de 604,63 km¬≤ e a sua popula√ß√£o √© de 31 261 habitantes. √Č lim√≠trofe ao estado de Santa Catarina, atrav√©s do rio Negro, tendo sua sede integrada √† cidade vizinha de Mafra, formando um aglomerado urbano de cerca de 80.000 habitantes; fen√īmeno t√≠pico de cidades irm√£s, localizadas em margens opostas nos pontos de travessia de rios de grande porte, apresentando uma simbiose no relacionamento socioecon√īmico, comportando-se como uma cidade √ļnica. A regi√£o destaca-se tamb√©m no setor de transportes, sendo cortada pelo principal corredor de transporte rodoferrovi√°rio que liga a Regi√£o Sul √†s demais regi√Ķes do Pa√≠s (BR-116 e tronco da Am√©rica Latina Log√≠stica) e ainda pela BR-280.

    A sede municipal dista 100 quil√īmetros de Curitiba e do Aeroporto Internacional Afonso Pena, os Portos de Paranagu√° a 180 quil√īmetros, S√£o Francisco do Sul a 120 quil√īmetros e do Porto de Itaja√≠ a 200 km. Integra a Bacia do Rio Igua√ßu, no Alto Igua√ßu, sendo na margem direita o rio Negro um de seus principais afluentes e em cuja sub-bacia encontram-se extensas regi√Ķes de v√°rzeas inund√°veis.

    O rio Negro, neste trecho, tem qualidade da √°gua avaliada pelo IAP como classe 02, ou seja, pode ser utilizada para o consumo desde que tratada, e liberada para o lazer. A regi√£o de Rio Negro caracteriza-se por ter um clima subtropical. A temperatura m√©dia registrada √© de 17¬įC, a m√©dia-m√°xima √© de 28¬įC e a m√©dia-m√≠nima √© de 6¬įC. As geadas s√£o frequentes e fortes por ocasi√£o do inverno, ocorrendo entre os meses de abril e agosto.

    Os alem√£es

    Em Rio Negro, onde existia um pequeno povoado com o nome de ‚ÄúCapela da Estrada da Mata‚ÄĚ com 108 moradores em 1828, localizaram-se fam√≠lias alem√£s, que teriam embarcado no veleiro alem√£o Charlote Louise em 30 de junho de 1828, portanto de conformidade com os planos do Governo Imperial em atrair imigrantes europeus ao Brasil. Apesar de terem aportado no Rio de Janeiro em 2 de outubro, somente em janeiro de 1829 chegaram em Antonina, e seu destino foi alcan√ßado em 6 de fevereiro de 1829. (NADALIN, 1969, p. 2).

    Houve duas remessas de colonos alem√£es para Rio Negro, a pedido do Bar√£o de Antonina que, ‚Äúpara garantir a subsist√™ncia pr√≥pria, tiveram de derrubar as matas, deslocar terras para revolv√™-la e plantar o cereal necess√°rio √† vida‚ÄĚ (CENTEN√ĀRIO, Livro do 1929, p. 37). Com a chegada desses colonos, a povoa√ß√£o ganha impulso e cria um movimento not√°vel para a √©poca.

    Os primeiros alem√£es a chegar a Rio Negro foram 20 fam√≠lias que compunham aproximadamente de 100 pessoas; a segunda leva de imigrantes de colonos alem√£es era composto de 27 fam√≠lias com 138 pessoas. (D’ALMEIDA, Raul – Hist√≥ria de Rio Negro, 1976)

    Os alem√£es bucovinos

    A origem dos bucovinos est√° na Baviera, estado aut√īnomo do sul da Alemanha. Da regi√£o b√°vara, emigraram em fins do s√©culo XVIII um consider√°vel n√ļmero de fam√≠lias camponesas para colonizar algumas √°reas a prov√≠ncia austr√≠aca da Bo√™mia (atual Rep√ļblica Checa). Em 1838/1840, os descendentes desses camponeses de origem b√°vara seguiram para a Bucovina, a prov√≠ncia mais oriental do Imp√©rio Austro-H√ļngaro (e parte da Mold√°via hist√≥rica), hoje dividida entre Rom√™nia e Ucr√Ęnia. L√°, fundaram comunidades e prosperaram; al√©m dos alem√£es, havia na Bucovina colonos de origem ucraniana, polonesa e h√ļngara, s√ļditos do Imp√©rio Austro-H√ļngaro (1813 – 1918).

    Nos anos de 1887 e 1888 os bucovinos emigraram em duas levas para o Brasil, mais especificadamente para Rio Negro, totalizando 377 pessoas divididas em 77 famílias. Na região, os alemães bucovinos (ou austríacos bucovinos, como se afirmam alguns dos mais velhos descendentes) realizaram as tarefas de desbravamento, a começar pela derrubada das matas para o plantio e estabelecimento de sua cultura.

    Os bucovinos ocuparam largo setor de atividades econ√īmicas conquistando relativa prosperidade, conservando no Brasil suas caracter√≠sticas espec√≠ficas: l√≠ngua (dialeto), tradi√ß√Ķes, dan√ßas folcl√≥ricas e culin√°ria. Um consider√°vel n√ļmero de imigrantes se instalou no vizinho munic√≠pio de Mafra e alguns ainda em S√£o Bento do Sul, cidade colonizada, em sua maioria, por alem√£es oriundos da Baviera, da antiga Bo√™mia e da Floresta Negra.

    Rio Negro e Mafra formam juntas a maior col√īnia bucovina existente no Mundo. Faltam, contudo, projetos culturais que garantem a preserva√ß√£o do dialeto (b√°varo) bucovino, que diminuiu consideravelmente entre os descendentes. “Tal dialeto √© um patrim√īnio cultural de uma regi√£o que, enquanto de l√≠ngua alem√£, n√£o existe mais e sua preserva√ß√£o e promo√ß√£o √© de vital import√Ęncia para a manuten√ß√£o da cultura dos emigrantes bucovinos” (ALTMAYER, Everton – Deutsche Dialekte in Brasilien, 2005).

    Anualmente é realizada em Rio Negro a Festa Bucovina (Bukowinenfest), que preserva os costumes dos emigrantes alemães da antiga região da Bucovina. Sempre em julho, a festa conta com grupos folclóricos, corais, bandas tradicionais, além dos pratos típicos e cerveja. A festa é promovida pela comunidade bucovina de Rio Negro e Mafra.

    Os poloneses

    Em 1890, Rio Negro recebeu um consider√°vel n√ļmero de colonos poloneses que seguiram para a col√īnia Lucena, ent√£o pertencente a Rio Negro.

    Marcaram definitivamente sua presen√ßa no munic√≠pio em 1891, alojando-se primeiramente num barrac√£o √†s margens do Rio Negro, onde viviam com imigrantes de outras origens em dif√≠ceis condi√ß√Ķes. Foram surpreendidos por uma enchente avassaladora, que causou a morte de v√°rios colonos. Al√©m disso, as epidemias causadas p√≥s-enchente mataram mais de trezentos imigrantes poloneses, sem contar os que foram mortos por ocasi√£o do Cerco da Lapa, durante a Revolu√ß√£o Federalista, onde lutaram.

    Posteriormente emancipada de Rio Negro atrav√©s do Acordo de Limites entre Paran√° e Santa Catarina, em 1916, a antiga col√īnia deu origem ao munic√≠pio de Itai√≥polis em Santa Catarina, que preserva at√© hoje as tradi√ß√Ķes polonesas.

    Em Rio Negro existe o Clube de Tropeiros ‚ÄúEstrada da Mata‚ÄĚ, que tem por objetivo resgatar a hist√≥ria dos tropeiros e do munic√≠pio, como surgiram, quais os primeiros moradores, sua etnia e manter um relacionamento de confraterniza√ß√£o, amizade e lealdade, preservando os costumes e tradi√ß√£o do tropeirismo.

    Data de 4 de fevereiro de 1883 a chegada do vapor Cruzeiro ligando Rio Negro a Canoinhas, Porto Uni√£o da Vit√≥ria e Curitiba. Os vapores mais frequentes eram o “Pery”, “Rio Negro”, “Curitiba” e “Igua√ßu”. A navega√ß√£o do Rio Negro durou at√© 1953 com a liquida√ß√£o do Lloid Paranaense.

    Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

  • Rio Negro ‚Äď 144 anos de hist√≥rias e conquistas de um povo ordeiro e trabalhador

    A cidade de Rio Negro outrora pertencente a São Paulo, como parte integrante da antiga Comarca de Paranaguá e Curitiba, hoje Estado do Paraná, era habitada nos seus primórdios pelos índios botocudos, que dominavam as matas da encosta marítima da Serra do Mar até o rio Timbó, nas bacias dos rios Negro e Iguaçu ao norte, até o rio do Peixe, na Bacia do Pelotas, ao sul.

    Esta região era atravessada por tropeiros que conduziam o gado de Viamão, Rio Grande do Sul, à Sorocaba, em São Paulo. Devido aos prejuízos vultuosos e perigos causados pelos difíceis caminhos abertos pelo próprio gado, em 1816 os tropeiros requerem junto a D. João VI a abertura de uma estrada ligando a Estrada do Campo do Tenente (Lapa), no Paraná, à Campo Alto (Lages), em Santa Catarina.

    O que existia com o nome de ‚ÄúEstrada da Mata‚ÄĚ era t√£o somente uma vereda aberta pelo pr√≥prio gado, s√≥ trilhada quando necess√°rio. A hist√≥ria de Rio Negro confunde-se com a da ‚ÄúEstrada da Mata‚ÄĚ, aonde passavam os bravos tropeiros, conduzindo o gado.

    Em 1826 √© iniciada a constru√ß√£o da ‚ÄúEstrada da Mata‚ÄĚ, sendo Jo√£o da Silva Machado, futuro ‚ÄúBar√£o de Antonina‚ÄĚ, o respons√°vel pela obra e fiscaliza√ß√£o dos trabalhadores.

    Depois dos tropeiros foram chegando os imigrantes a ent√£o ‚ÄúCapela da Mata‚ÄĚ. A eleva√ß√£o da Capela Provis√≥ria √† Capela Curada data de 26 de julho de 1828. Rio Negro passou de Capela Curada √† Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio Negro em 28 de fevereiro de 1838 e, elevada √† Vila, em 02 de abril de 1870.

    No dia 15 de novembro de 1870 fez-se a primeira elei√ß√£o de vereadores e a 15 de novembro do mesmo ano deu-se a instala√ß√£o do Munic√≠pio de Rio Negro, com a posse da primeira C√Ęmara de Vereadores.

    Em 1916, com o fim da Guerra do Contestado, foi estabelecido o acordo de limites entre Paraná e Santa Catarina, e parte do município de Rio Negro foi desmembrada originando as cidades de Itaiópolis, Três Barras e Mafra.

    Tropeiros

    Em Rio Negro existe o Clube de Tropeiros ‚ÄúEstrada da Mata‚ÄĚ, que tem por objetivo resgatar a hist√≥ria dos tropeiros e do munic√≠pio, como surgiram, quais os primeiros moradores, sua etnia e manter um relacionamento de confraterniza√ß√£o, amizade e lealdade, preservando os costumes e tradi√ß√£o do tropeirismo.

    Os alem√£es

    Em Rio Negro, onde existia um pequeno povoado com o nome de ‚ÄúCapela da Estrada da Mata‚ÄĚ com 108 moradores em 1828, localizaram-se fam√≠lias alem√£s, que teriam embarcado no veleiro alem√£o Charlote Louise em 30 de junho de 1828, portanto de conformidade com os planos do Governo Imperial em atrair imigrantes europeus ao nosso pa√≠s. Apesar de terem aportado no Rio de Janeiro em 02 de outubro, somente em janeiro de 1829 chegaram em Antonina, e seu destino foi alcan√ßado em 06 de fevereiro de 1829.

    Houve duas remessas de colonos alem√£es para Rio Negro, a pedido do Bar√£o de Antonina que, ‚Äúpara garantir a subsist√™ncia pr√≥pria, tiveram de derrubar as matas, deslocar terras para revolv√™-la e plantar o cereal necess√°rio √† vida‚ÄĚ. Com a chegada desses colonos, a povoa√ß√£o ganha impulso e cria um movimento not√°vel para a √©poca.

    Os bucovinos

    A origem dos bucovinos est√° na Baviera (Bayerischerwald), sul da Alemanha, de onde emigraram para o B√∂hmerwald (na Bo√™mia, atualmente Rep√ļblica Tcheca) em fins do s√©culo XVIII. Em 1838/1840, foram para a Bucovina, hoje Rom√™nia.

    Em 1887 e 1888, imigraram para o Brasil, em duas levas, mais especificadamente, Rio Negro (PR) num total de 77 fam√≠lias, 377 pessoas onde realizaram as tarefas de desbravamento, a come√ßar pela derrubada das matas para o plantio e estabelecimento de sua cultura. Os bucovinos ocuparam largo setor de atividades econ√īmicas conquistando relativa prosperidade, conservando, por√©m, algumas caracter√≠sticas espec√≠ficas, representadas, sobretudo pela l√≠ngua, tradi√ß√Ķes e costumes.

    Os poloneses

    Em 1890 Rio Negro recebeu uma grande leva de colonos poloneses destinados √† col√īnia Lucena, ent√£o pertencente a Rio Negro.

    Hoje a antiga col√īnia pertence ao pr√≥spero munic√≠pio de Itai√≥polis, Santa Catarina, desmembrado de Rio Negro atrav√©s do Acordo de Limites entre Paran√° e Santa Catarina, em 1916.

    Os imigrantes poloneses marcaram sua forte presen√ßa no munic√≠pio em 1891. Alojaram-se em um barrac√£o, √†s margens do rio Negro, onde viviam com imigrantes de outras origens em condi√ß√Ķes prec√°rias. Foram surpreendidos por uma enchente avassaladora, quando o representante dos imigrantes, registrava em cart√≥rio um ou dois mortos, todos os dias. Assim as epidemias causadas p√≥s-enchente mataram mais de trezentos imigrantes poloneses, sem contar os que foram mortos por ocasi√£o do Cerco da Lapa, quando lutaram como verdadeiros her√≥is.

    O pr√≥prio ‚Äúrio Negro‚ÄĚ

    O rio Negro é um rio brasileiro da bacia hidrográfica do rio Paraná, que banha os estados do Paraná e de Santa Catarina, fazendo parte da divisa entre estes estados, por toda sua extensão.

    Nasce na Serra do Mar a menos de 20 quil√īmetros do Oceano Atl√Ęntico, mas corre de leste para oeste numa extens√£o de mais ou menos 300 quil√īmetros, recebendo como afluentes principais pela margem esquerda o rio Bateias, rio Preto, os dois rios chamados rio Negrinho, o rio S√£o Bento, o rio da Lan√ßa entre outros. Pela sua margem direita recebe o Rio da V√°rzea, o rio Pi√™n, o rio Passa Tr√™s. Pr√≥ximo √† cidade de Canoinhas, aflui o rio Canoinhas. Acaba por se unir ao rio Igua√ßu.

    Importante fonte de √°gua para os munic√≠pios por onde passa, no passado foi naveg√°vel em boa parte de seu leito e era usado no transporte de erva mate. √Č fonte de areia para constru√ß√£o civil, sendo minerada nas vargens marginais assim como na pr√≥pria calha do rio (nesta j√° n√£o √© t√£o frequente como foi no passado). Tamb√©m √© explorada a argila de suas margens para uso na ind√ļstria cer√Ęmica. J√° foi personagem de grandes enchentes, destacando-se as dos anos de 1983 e 1992, quando chegou a atingir a marca de mais de 18 metros. O rio Negro, neste trecho, tem qualidade da √°gua avaliada pelo Instituto Ambiental do Paran√° – IAP como classe 02, ou seja, pode ser utilizada para o consumo desde que adequadamente tratada, tarefa essa de responsabilidade da Companhia de Saneamento do Paran√° – Sanepar.

    Entre os munic√≠pios de Rio Negro e Mafra, existem a ponte met√°lica Dr. Dinis Assis Henning, a ponte Coronel Rodrigo Ajace e a ponte interestadual Engenheiro Moacyr Gomes e Souza na BR-116, conhecida como “ponte dos peixinhos”. O rio Negro possui grande variedade de peixes – lambaris, bagres, mandis, tra√≠ras e carpas, sendo que estas chegam a pesar mais de 20 kg.

    Conheça alguns pontos turísticos da cidade

    Trilhas: De aproximadamente 4.830 m, sendo usada anteriormente pelos antigos franciscanos. Atualmente as pessoas vão fazer caminhadas e educação ambiental. Pode-se vislumbrar a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e o antigo Campo Santo onde no passado eram sepultados os padres que viviam no seminário.

    Centro Ambiental Casa Branca: Voltado para os estudos e pesquisas da fauna e flora locais, oferece informa√ß√Ķes e atividades na √°rea ambiental para integra√ß√£o da comunidade com os recursos naturais do parque.

    Semin√°rio Ser√°fico S√£o Luiz de Tolosa: Exemplar mais significativo da arquitetura municipal, tem suas origens ligadas √† hist√≥ria e a cultura n√£o s√≥ do munic√≠pio, mas de toda a regi√£o. Constru√≠da em arquitetura alem√£, com o interior em estuque, isto √©, uma mistura de gesso, √°gua e cola, sobre uma camada de l√Ęmina de madeira. Com 7200 m distribu√≠dos em tr√™s pavimentos, sendo que, sua pedra fundamental foi lan√ßada em 1918, e a constru√ß√£o conclu√≠da em 1923.

    Capela C√īnego Jos√© Ernser: Localizada no antigo Semin√°rio. Sua arquitetura √© de estilo ecl√©tico, seu interior √© constitu√≠do de pintura mural em t√©cnicas de √≥leo sobre tela, t√™mpera mural e pinturas feitas √† base de cal, no per√≠odo de 1932 a 1935 por Pedro Cechet. Restaurada, foi reinaugurada em 2000.

    Pres√©pio em Palha de Milho: Obra do artista alem√£o Meinrad Horn, o maior pres√©pio em palha de milho do mundo, conta com aproximadamente 1.700 personagens, fora as pe√ßas que comp√Ķem o cen√°rio criado com palha de milho, isopor, madeira e tecido. A obra objetiva transportar os visitantes para a cidade de Bel√©m dos tempos do nascimento de Jesus. Aberto ao p√ļblico desde novembro de 2000 √© uma verdadeira obra prima pela riqueza de detalhes.

    Loja de Artesanato: Pertencente a ASSOART: Comercializa artesanato além de produtos locais. Procedimentos para visitação.

    Ponte Met√°lica ‚ÄúDr. Diniz Assis Henning‚ÄĚ: As duas margens do rio, que ap√≥s a quest√£o do Contestado, passaram a pertencer √† margem direita ao Paran√° e a margem esquerda a Santa Catarina, formando assim os munic√≠pios: Rio Negro (PR) e Mafra (SC).

    Igreja Matriz Senhor Bom Jesus da Coluna: √Č um dos templos cat√≥licos mais belos do Paran√°. Constru√≠da e inaugurada em 1916 pelo padre Jos√© Ernser. A Pra√ßa da Igreja foi feita por ocasi√£o do Centen√°rio da Coloniza√ß√£o Alem√£ (1929) e os tr√™s sinos de a√ßo da torre foram adquiridos na Alemanha em 1930.

    Igreja Nossa Senhora Aparecida: Inaugurada em 12 de junho de 1979, o projeto leva o nome do arquiteto Rubens Meister, de linhas arrojadas, representa uma c√°psula de foguete espacial. Localiza-se no Bairro Bom Jesus.

    O caminho até a emancipação

    A História anterior aos 144 anos

    Uma obra p√ļblica revindicada a longa data, essencial √† impuls√£o do com√©rcio e desenvolvimento de toda uma regi√£o, cujo construtor foi indicado politicamente e, que devido a quest√Ķes pol√≠ticas levou seis anos desde a emiss√£o da ordem de constru√ß√£o at√© ser realmente iniciada, a descri√ß√£o, que a princ√≠pio parece tratar-se de algo bem atual no Brasil, na realidade marca o princ√≠pio da hist√≥ria rionegrense, uma hist√≥ria que completa 142 anos nesta semana, mas que pode ser contada desde muito antes, com a constru√ß√£o da Estrada da Mata.

    Para entender o caminho que o munic√≠pio de Rio Negro percorreu at√© sua emancipa√ß√£o em 1870, fato que no dia 15 de novembro completa seu 144¬į anivers√°rio, se faz necess√°rio lan√ßar olhares para um per√≠odo um pouco mais distante no tempo, √©poca na qual a necessidade de abertura de uma estrada rasgando o desabitado sert√£o do sul, levou √† funda√ß√£o daquele povoado √†s margens do rio Negro.

    A precariedade de antigos caminhos tra√ßados em regi√Ķes desabitadas, ligando o Rio Grande √† S√£o Paulo, assim como ocasionar demora √† viagem, oferecia grandes riscos, como a falta de assist√™ncia e inclusive o ataque de √≠ndios. Isso fez com que propriet√°rios das tropas de gado e muares, conduzidas de Viam√£o at√© as feiras de Sorocaba para serem comercializadas, fizessem da constru√ß√£o de uma estrada ligando as duas prov√≠ncias, uma revindica√ß√£o de longa data junto √†s autoridades pol√≠ticas.

    Ap√≥s algum tempo, o pedido mereceu a aten√ß√£o do rei de Portugal, Dom Jo√£o VI, que residente no Brasil desde 1808, ordenou ao Governador de S√£o Paulo, em 1820, a constru√ß√£o do chamado Caminho da Mata do Campo do Tenente (Lapa) √† Campo Alto (Lages), sendo por este, indicado o nome de Jo√£o da Silva Machado (futuro Bar√£o de Antonina) como respons√°vel para a concretiza√ß√£o tal tarefa. Um obra que al√©m da abertura da estrada em meio √† mata, exigiria a constru√ß√£o de pontes e pontilh√Ķes sobre os mais de 120 cursos d‚Äô√†gua existentes no caminho e a necessidade de prote√ß√£o aos trabalhadores, uma vez que, segundo palavras da √©poca, a zona estava ‚Äúinfestada de gentios‚ÄĚ (√≠ndios).

    Porém a colocação do intuito em prática teve que aguardar mais algum tempo, pois grandes mudanças na política nacional marcariam o período: Dom João retornou à Portugal em 1821, para manter a coroa lusitana, Dom Pedro, seu filho, permaneceu como Príncipe Regente e proclamou a independência brasileira no ano seguinte (tornando-se imperador), o que resultou em mudanças administrativas e políticas no país agora independente.

    Em 1825, o Presidente da Prov√≠ncia de S√£o Paulo (vale esclarecer que o territ√≥rio paulista fazia fronteira com o Rio Grande do Sul) emitiu ordem para a cria√ß√£o para a cria√ß√£o de uma povoa√ß√£o no sert√£o e, somente no ano seguinte, com aprova√ß√£o do projeto de constru√ß√£o, nome√ß√£o do Bar√£o de Antonina como administrador e, a constru√ß√£o do Abarracamento do ‚ÄúS√£o Louren√ßo‚ÄĚ (na atual localidade mafrense de mesmo nome),¬† √© que finalmente a Estrada da Mata passa efetivamente a ser constru√≠da.

    Com a transferência da sede dos trabalhos para as proximidades do rio Negro, ergueu-se  em 1828,  na margem esquerda, nas proximidades do local onde atualmente acha-se a praça Hercílio Luz, a capela Curada, reforçando o povoamento local, que contava naquele momento com mais de 160 residências. Em 1829, juntaram-se àquela povoação em formação, centenas de imigrantes alemães vindos da cidade de Trier, assim como o Registro (fiscalização) das tropas foi transferido de Curitiba para Rio Negro.

    O crescimento da população fez com que em 1838, Rio Negro passasse da condição de Capela à Frequesia (Paróquia), com a criação, por decreto, da Freguesia do Senhor Bom Jesus do Rio Negro no município de Vila do Príncipe (uma vez que seu território pertencia à Lapa), demonstrando bem o alinhamento da estrutura civil à estrutura religiosa católica existente durante o período imperial Рà época as províncias (estados) eram divididas em Vilas (municípios), que por sua vez eram divididas em Freguesias (Paróquias.)

    Mas foi em 1870 que Rio Negro obteve sua autonomia. Em 02 de abril a Assembl√©ia Provincial do Paran√° decretou a cria√ß√£o do munic√≠pio, elevando a at√© ent√£o Freguesia √† categoria de Vila, procedendo-se ent√£o (15 de setembro) a elei√ß√£o dos membros da primeira C√Ęmara Municipal, presidida pelo Comendador Jo√£o de Oliveira Franco.

    A 15 de novembro de 1870, com a realiza√ß√£o da solenidade de posse dos camaristas (vereadores) eleitos, na C√Ęmara da Vila do Pr√≠ncipe, que a emancipa√ß√£o pol√≠tica oficializou-se, assim, agora como Vila, a antiga Freguesia adquiria a sua autonomia pol√≠tico-administrativa, passando a constituir a C√Ęmara de Vereadores, √≥rg√£o que indicava a exist√™ncia da c√©lula pol√≠tico-administrativa, com direito de cobrar impostos, editar leis, constituir comarca e possuir delegacia ‚Äď iniciava o primeiro, dos 142 anos comemorados nesta semana.

    Texto por F√°bio Reim√£o de Mello (Professor e Historiador)

    A Rio Negro do século XIX

    Compor em nossa mente um cen√°rio que retrate Rio Negro na √©poca de sua emancipa√ß√£o (1870) √© com certeza um desafio, n√£o somente pelos dados hist√≥ricos que um texto com tal objetivo deve conter, como tamb√©m por outros fatores, como a clareza, a simplicidade e mesmo a credibilidade de quem relata aquele momento, o que ainda pode ser somado ao fato de ter sido escrito na √©poca em quest√£o, por pesoas que viveram aquele momento hist√≥rico, o relat√≥rio enviado em 1887 pela C√Ęmara de Rio Negro, ent√£o presidida por Jo√£o Vieira Ribas, ao Presidente da Prov√≠ncia do Paran√° (Governador do Estado), Joaquim d‚ÄôAlmeida Faria Sobrinho, constitui-se em relato que permite a visualiza√ß√£o do contexto rionegrense no final do s√©culo 19.

    Com essa finalidade, o texto, com as adapta√ß√Ķes necess√°rias √† melhoria de sua compreens√£o, √© transcrito a seguir:

    A popula√ß√£o desta Par√≥quia, que √© dividida em vinte e sete quarteir√Ķes, √© de cerca de 8.000 almas; a √°rea do terreno da Par√≥quia √© calculada em trezentas l√©guas quadradas (quase 7.000 km2). Existem al√©m da Vila, os povoados seguintes: Campo do Tenente, Len√ßol, Pi√™n. Al√©m destes povoados temos muitas outras reuni√Ķes de casas formando pequenos bairros por todo o Munic√≠pio.

    Esta Vila est√° situada em ambas as margens do rio Negro, que d√° nome a esta Vila; faz-se o tr√Ęnsito de uma a outra margem em canoas e uma balsa, existe um passador pago, tudo sob custeio da Prov√≠ncia, √© sens√≠vel a falta de uma ponte sobre o rio.

    Temos uma igreja na margem direita e embora seja pequena, é uma construção sólida e limpa, sendo o padroeiro dela o Senhor Bom Jesus da Coluna.

    Esta Vila dista do munic√≠pio mais vizinho (cidade da Lapa) 44 quil√īmetros, percorre a zona entre ambos os munic√≠pios, uma estrada carro√ß√°vel, tendo sobre o rio denominado da ‚Äúv√°rzea‚ÄĚ, uma ponte importante (calcula-se em 500 metros de extens√£o) constru√≠da de madeira. Temos a estrada denominada ‚Äúda mata‚ÄĚ por onde transitam tropas de cargueiros e alguns milhares de animais cavalares e muares que vem do Sul e se dirigem √† Feira de Sorocaba, onde s√£o vendidos (na Prov√≠ncia de S√£o Paulo). Temos outra estrada que se dirige √† Col√īnia de S√£o Bento e Prov√≠ncia de Santa Catarina, onde h√° um grande tr√Ęnsito devido ao com√©rcio do mate.

    Neste Munic√≠pio dedicam-se √† lavoura, plantam milho, feij√£o, centeio e fumo, tamb√©m criam animais vacuns, cavalares e muares. Em 1828 j√° existiam alguns moradores neste Munic√≠pio, todos brasileiros. Por Portaria do Bispo D. Manoel Joaquim Gon√ßalves de Andrade, a favor do Sargento-Mor Jo√£o da Silva Machado, mais tarde Bar√£o de Antonina, datada de 22 de junho de 1828, foi construida uma capela com a denomina√ß√£o de ‚ÄúCapela da Mata do Caminho do Sul‚ÄĚ, que foi em 1859 transferida para a margem direita, onde acha-se atualmente.

    Em 1829, a 6 de fevereiro, chegaram a este ponto 12 famílias alemãs, todas naturais de Trier, num total de 60 pessoas, sendo 23 maiores e 37 menores. Em novembro do mesmo ano, chegaram mais 17 famílias, com setenta e nove pessoas, 39 maiores e quarenta menores, sendo portanto, 139 pessoas ao todo que foram aqui lançadas no meio das feras e sem recursos; entretanto trataram de ganhar a vida, indo alguns, na hoje cidade da Lapa, trabalhar como pedreiros vencendo a diária de 200 Réis! Depois de uma semana de serviço juntaram o salário de todos e compraram uma quarta de farinha e uma de feijão e veio um distribuir pelas famílias. Este quadro conquanto triste e pareça pintado com cores negras, todavia é a expressão da verdade e funda-se em dados históricos.

    Foi elevado este Munic√≠pio √† Freguesia pela lei de S√£o Paulo n¬į 17 de 28 de fevereiro de 1838 e √† Vila pela lei provincial (do Paran√°) n¬į 219 de 02 de abril de 1870 e, instalada em 15 de novembro do mesmo ano.

    S√£o estas as informa√ß√Ķes que a C√Ęmara pode ministrar a Va. Exa., se s√£o incompletas √© devido a defici√™ncia de dados hist√≥ricos. Deus guarde a V. Exa. Pa√ßo da C√Ęmara Municipal de Rio Negro, 03 de outubro de 1887.

    Pesquisa por F√°bio Reim√£o de Mello (Professor e Historiador)

    Fonte: Jornal Gazeta de Riomafra / Click Riomafra

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